2014 EM UM PISCAR DE OLHOS

7 anos atrás
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2014 EM UM PISCAR DE OLHOS

 

Estamos aguardando todos os números para fechar 2014, mas já expresso a seguir, o meu breve olhar para os eventos que impactaram na vida dos trabalhadores, investidores e dos empresários: a inflação ainda não foi divulgada, mas indica atingir o teto de 2% acima da meta 4,5% a.a., fechando em 6,5% no ano; US$ 2,70; Balança Comercial deficitária em US$ 3,93 bilhões (pior resultado em 16 anos); Meta de Superávit Primário alterada pela PNL 36/14 e escândalos sucessivos de corrupção na maior empresa do país com participação das maiores construtoras e políticos; vertiginosa queda nos preços das commodities (ferro e petróleo). O petróleo começou janeiro abaixo dos US$ 50,00 o barril e investimentos no Pré-Sal já são desestimulados, gerando desemprego, carência de investidores, veemente queda nos preços dos papeis da Petrobras empurrando ladeira abaixo o Ibovespa.

Tudo aconteceu de forma temerosa e agitada como todo ano de eleições. Sem trégua entre os adversários, com as mentiras descontruindo imagens e reputações, números índices e estatísticas econômicas guardados a 7 chaves até pós apuração dos votos pela enigmática e sem possível processo de auditoria e recontagem: a urna eletrônica.

O fim do embargo econômico do EUA para com Cuba “cala a boca” da oposição que criticava ferozmente a construção e financiamento do Porto de Mariel com o $ brasileiro por conta dos riscos enormes de inadimplência, agora reestabelece a possibilidade de liquidação desse aporte por Cuba já que a garantia maior está no fluxo de caixa gerado pelo Porto.

Nem tudo sao cinzas para o Brasil:

  • Safra brasileira bateu recorde com 195,5 milhões de toneladas crescendo 3,6% em relação a 2013. Porém a queda nos preços internacionais prejudicará resultados para o governo.
  • Câmbio desvalorizado com a taxa em torno dos R$ 2,70 dá forte incentivo as exportações brasileiras.
  • Leste Europeu ou Europa Oriental (países socialistas sob forte influência Russa) passaram a ter participação significativa na balança comercial brasileira.
  • EUA retomam o crescimento e passa a importar mais do Brasil.
  • Nova equipe econômica do governo tem crédito e aprovação do mercado, mas incertezas pairam na autonomia e força de ação.

Acredito que o Ouro seguirá ganhando valor em 2015, posto as variáveis pessimistas, nada levam a crer em existir soluções de curto prazo para um crescimento significativo do PIB em 2015 e 2016, além de outros fatores preocupantes como: saldo do FGTS e Previdência; necessidade de caixa para honrar fluxos de financiamentos contratados pelo BNDES; previsão de redução do caixa do governo por queda na arrecadação de impostos.

Análise de Cenário: Moacir Camargo – Economista Parmetal DTVM

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