A ECONOMIA NA PRIMEIRA QUINZENA DE JANEIRO

7 anos atrás
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A ECONOMIA NA PRIMEIRA QUINZENA DE JANEIRO

 

O mundo perplexo diante da barbárie que o fundamentalismo islâmico acometera contra um tabloide francês (Charlie Hebdo) e um mercado judeu em Paris. Saldo 17 mortos (11 jornalistas + 4 judeus + 2 policiais) + 20 feridos.

Nos últimos 02 meses foram + de 12.000 demitidos de empresas que tem contratos com a Petrobrás e que foram listadas na operação Lava Jato. Tendo com campeão em desligamentos a Alumini que demitiu 5.000 trabalhadores na refinaria Abreu Lima e os 2.500 na ativa estão com seus salários atrasados; seguindo de outros como Galvão com 1.000 (40% sem receberem pela rescisão por problemas de caixa); Engevix com 700 (sem pagar ninguém); Consórcio COEG (formado pela Conduto e Egesa) com 500 demitidos e 67,4% sem receber a indenização da rescisão e os que estão na ativa com salários atrasados; Estaleiro Enseada do Paraguaçu na Bahia (formado pela Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki) 970 demitidos entre dezembro/14 e janeiro/15 e deu férias coletivas a 1.000 trabalhadores afim de evitar novas demissões. No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro o balanço foi de 4.100 funcionários demitidos. Outros consórcios seguem demitindo: TE-AG (Techint e Andrade Gutierrez); CPPR (Odebrecht, Mende Junior e UTC) e a empresa GDK.

A Caixa Econômica Federal anuncia aumento nos juros para os empréstimos imobiliários à quem ganha acima R$ 5.400,00 passando de 9,2% para 11% ao ano. Isso reduzirá as vendas do setor imobiliário, afetando também o da construção civil

A Balança comercial brasileira registrou US$ 1,462 bilhões em déficit até metade de janeiro, com exportações somando US$ 7,515 bilhões e Importações US$ 8,977 bilhões.

Sob comando da Fazenda Levy aponta ajustes significativos na economia por conta dos gastou públicos terem saído do controle e o superávit primário não ter sido atingido. Levy já pautou cortes nos gastos dos ministérios, buscando economizar R$ 18 bilhões no ano, tendo a educação o mais afetado. Outros ajustes são na área tributária que ainda não foi totalmente determinado, mas sinalizou aumento da carga tributária e retorno de alguns antigos tributos como a CIDE e CPMF, além do fim dos subsídios do setor energético.

Nem findamos o mês de janeiro/2015 e já temos um cenário adverso com impacto significativo na cotação do ouro, indicando prudente as indústrias do setor joalheiro fazer uso de hedge como por exemplo aumentar seus estoques de ouro e olhar para o mercado externo, aproveitando as oportunidades existentes.

Análise de Cenário: Moacir Camargo – Economista Parmetal DTVM

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  Economia
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