Bancos centrais do mundo reforçaram seus caixas em ouro em 2014

6 anos atrás
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Bancos centrais do mundo reforçaram seus caixas em ouro em 2014

 

De acordo com a World Gold Council, as autoridades monetárias de diversos paises foram fortes compradores de ouro pelo segundo ano consecutivo (2013 e 2014), ficando em termos de demanda apenas abaixo da indústria de joias. Foram 477 toneladas de ouro compradas em 2014 pelos Bancos Centrais, sendo a segunda maior aquisição nos últimos 50 anos, perdendo apenas para o ano de 2012 com 544 toneladas.

O ouro sempre teve papel importante na formação das reservas dos Bancos Centrais Mundiais por ser um instrumento de política econômica monetária (ativo financeiro e cambial) capaz de dar segurança ao mercado quanto a força da moeda local e resguardando-se de depreciação das outras moedas estrangeiras que compões tal reserva.

O Banco Central do Brasil desde dezembro/2012 a Janeiro/2015, mantém em sua reserva internacional, o equivalente em ouro igual a 2,16 milhões de onça troy (67,2 toneladas de ouro), porém, apesar de ser uma quantidade expressiva, não coloca o Brasil entre os 40 maiores possuidores de ouro em reservas internacionais. Esse montante em ouro (67,2 ton) representa 0,75% no total da nossa reserva internacional.

Os primeiros em relação às reservas internacionais encontram:

  • EUA possuem 8.133 toneladas com participação de 73% as suas reservas.
  • Alemanha com 3.384 toneladas, representando 68% em suas reservas.

O maior comprador de ouro em 2014, assim como foi em 2013, foi a Rússia com 173 toneladas (+ de 2,6 vezes a reserva atual do Brasil). Essa foi uma resposta à crise que sofre por perdas do poder aquisitivo do Rublo fruto da queda nos preços do petróleo.

As vezes podemos ficar sem entender o porquê dos Bancos Centrais passarem a comprar ouro em um momento em que a demanda global registrou queda de 4% em 2014 e 10% somente para o setor de joias. Muitos são esses fatores como: aproveitamento de um período de preços baixos; estratégia com foco na importância do metal como instrumento de proteção e política cambial; e aproveitamento da oferta frente as limitações que existem por conta de acordos entre as instituições e autoridades financeiras visto o impacto que estas podem gerar na cotação do ouro em virtude do grande poder de compra e venda que possuem.

 

Moacir Camargo – Economista Parmetal DTVM (Fontes: World Gold Council, Banco Central do Brasil e Jornal Valor Econômico)

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