Dias de Boom. Dias de Glória 

3 meses atrás
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Por: Moacir Camargo – Economista da Parmetal DTVM

 

Não sabemos ao certo que rumo tomará a economia brasileira neste ano de 2019. As expectativas são positivas, mas todo cuidado é pouco. Existem muitos inimigos do novo governo. A esperança está também no congresso renovado que sabe que tudo que for positivo para o investimento e geração de emprego tem que ser apreciado e colocado em prática com urgência, pois vivemos dias difíceis onde oportunidades e a renda minguaram. A vantagem, se é que podemos chamar assim, é que em períodos de tempestade a população aceita sacrifícios em prol de um futuro ensolarado.

O principal produto da Parmetal DTVM: o ouro, vive dias de glória e segue entre os ativos conservadores o mais valorizado (12%) nos últimos 12 meses. Tendo como vantagem a liquidez imediata tal como o papel moeda.

A expectativa de alta dos juros americanos, o que pode conter um pouco a trajetória de alta do ouro ativo financeiro também aqui no Brasil, pode ainda demorar a acontecer, mesmo os caciques do FED ter prometido uma pequena elevação ainda em 2019. Digo isso pelo fato da taxa de emprego, analisando o índice da solicitação de seguro desemprego americano ter ficado no vermelho, ou seja, aumentou a solicitação de seguro desemprego por lá. E outro indicador que pode retardar essa alta é o índice dólar, que comprara a moeda americana frente a uma cesta das principais moedas no mundo, ter se elevado +6,80% nos últimos 12 meses. Nada bom para a indústria um dólar tão valorizado, mas estamos de braços abertos os turistas americanos por aqui.

O Copom decidiu nessa manhã de quinta-feira (07/02) em manter a SELIC em 6,50% a.a., ancorada nas expectativas de inflação para 2019, 2020 e 2021 trazida pelo boletim Focus que foram de 3,9%, 4,0% e 3,75% ao ano respectivamente. Também esperam que o câmbio fique em 2019 cotado a R$/US$ 3,70 e R$/US$ 3,75 para 2020. Diante desse cenário, a taxa de juros 6,50% a.a. persistirá até findar 2019.

Desejamos que a expectativa de recuperação gradual da economia brasileira promova números otimistas nas planilhas dos empresários e analistas de investimentos e que a gradual recuperação se torne um “boom de crescimento” já partir do 4º trimestre deste ano.

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