Economia, Mercados e Investimentos de 21 a 31 de agosto.

3 anos atrás
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Por: Moacir Camargo – Economista da Parmetal DTVM

 

Cenário Político-Econômico Brasileiro:

A presidente afastada Dilma Rousseff, seguindo um processo democrático que analisa crime de responsabilidade fiscal sob sua gestão, passou o dia 29/08 respondendo aos questionamentos dos senadores e acusadores, fez discurso, mas nada adiantou e terminou na quarta-feira sendo definitivamente impedida. No início da votação, o senador Randolfe Rodrigues (Rede) teve a sua demanda acatada por Lewandowski, que preside o julgamento, para que fosse dividida em duas votações: uma para o impedimento e outra para perda dos direitos políticos. Resultado: Impeachment efetivado e direitos políticos preservados. Tendo Dilma Rousseff os direitos políticos preservados, em minha particular análise, isso pode significar ou objetivar um acordo entre governo e partido da ex-presidente para tornar mais “tranquila” (com menos pressão oposicionista) a gestão de Michel Temer, ou seja, mesmo não tendo a justiça esperada pela população que saiu diversas vezes às ruas protestando contra a corrupção e as ações desastrosas que resultaram em quase 13.000.000 de desempregados, preservar os direito políticos de Dilma e conseguir a aprovação no Congresso e Senado das medidas que ajudará a colocar o Brasil nos trilhos do crescimento pode ter sido o preço a se pagar pela urgente necessidade de reversão do quadro atual. Se houve acordo ou não, o certo é que ninguém vai confirmar. Agora falta trabalhar a decisão proferida com a base aliada descontente.

O mercado futuro de juros já mostra sinais de que os investidores já enxergam que senão acontecer os ajustes prometidos pelo novo governo, o momento de otimismo atual não será suficiente para o progresso esperado para economia brasileira. A suspensão temporária do reajuste salarial do funcionalismo público, mesmo que temporária, já dá sinais positivos de que pode estar reconhecendo um erro e que o foco é a austeridade fiscal. Vamos aguarda e ver para crer.

 

Mercados – Bolsa:

Após findado o processo de impeachment na quarta-feira 31/08/2016, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão registando perdas de -1,15%, mas encerra o mês de agosto registando alta de +1,03%. As principais bolsas do mundo andaram de lado no mês do “cachorro louco” com exceção para a Alemanha, Japão e China que tiveram desempenho significativo.

 

Principais Bolsas Mundiais e índices (período 01 a 31/08):

  • S&P 500 – EUA: ………………………… -0,12%
  • S&P/TSX – CAN:………………………… +0,10%
  • Ibovespa – BRA…………………………. +1,03%
  • DAX – DEU: ……………………………… +2,47%
  • FTSE 100 – GBR:………………………… +0,85%
  • CAC 40 – FRA: …………………………… -0,04%
  • IBEX 35 – ESP: …………………………… +1,51%
  • FTSE MIB – ITA………………………….. +0,57%
  • SMI – CHE: ………………………………. +0,92%
  • Nikkei 225 – JPN: ………………………. +1,92%
  • S&P / ASX 200 – AUS…………………. -2,33%
  • China A 50 – CHN: ……………………… +3,74%
  • KOSPI – KOR: …………………………… +0,79%

 

Câmbio e Ouro:

O mercado ainda está apostando no Brasil e que o novo governo, que já deu sinais e propostas para sair da crise, consiga aprovação das medidas necessárias e execute as tais medidas. Mas se a direção for o acomodamento, o Banco Central não conseguirá manter o dólar na casa dos R$ 3,20 e Ilan Goldfajn irá ter que decidir: continua a interferir no câmbio e manter os prejuízos nas operações como fez Tombini ou irá intervir apenas em casos de ajustes pontuais para corrigir imperfeições, como manda a boa teoria econômica monetarista. A outra estratégia cambial será a de manter os juros altos, mesmo com uma inflação declinante, afim de estimular a entrada de capitais externos para aquisição de títulos brasileiros, sabendo que os juros altos desestimulam o investimento e penaliza a geração de emprego. Por enquanto vamos assistindo o R$ andando de lado e até valorizando, um pouquinho, frente as principais moedas.

Com as expectativas de alta dos juros americanos para o final do ano e o fato de entrarmos no último quadrimestre, o ouro começou a dar sinais de perda de valor e registrou baixa em agosto de -2,73%, mas está valorizado no ano em +23,26% no mercado externo. No mercado interno a realidade é diferente e o ouro caiu em agosto -3,51%, tendo a baixa acentuada pela apreciação do R$ frente ao dólar. Ficamos na dependência da implantação de medidas no Brasil em prol da contenção dos gastos e que produzam resultados efetivos, senão a cotação do Real não se sustentará e elevará, por conseguinte, a cotação do ouro internamente, mantido constante a cotação internacional.

 

Indicadores de Mercado (período 01 a 31/08):

  • Ouro – NY (Ozt.) …………………………… US$ 1.312,20………………….. -2,73%
  • Petróleo (Brent) …………………………… US$ 47,00……………………… +10,69%
  • Milho (Ton) …………………………………. US$ 315,25……………………. -5,51%
  • Dólar – US$ ………………………………….. R$ 3,2292………………………. -0,60%
  • Euro – € ………………………………………. R$ 3,6021………………………. -0,72%
  • GBP/USD…………………………………….. US$ 1,3135……………………. -0,73%
  • Poupança (mês / Acum. 2016) ………… +0,7558% ……………………… +6,2490%
  • Inflação – IPCA (mês / 12 meses) …….. +0,52%…………………………. +8,7363%

 

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