ECONOMIA & POLÍTICA: A nova equipe econômica foi apresentada, mas o quão eficiente ela terá permissão em ser?

7 anos atrás
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ECONOMIA & POLÍTICA:

A nova equipe econômica foi apresentada, mas o quão eficiente ela terá permissão em ser?

 
É difícil prever as ações de um escalão tão rico em currículo quando tudo que se falou nos debates, nos palanques

eleitorais, e para os militantes de esquerda foi demagogia.

O ex-aluno de Armínio Fraga, Joaquim Levy, especialista em gastos públicos e homem de competência irrefutável tanto na esfera privada como pública, foi então escalado para ser o dono da pasta da Fazenda, cargo ministerial este de maior relevância dentro de um país, pois as ações e medidas desta pasta impactam significativamente no futuro do povo brasileiro.

Apesar das dificuldades apontadas pelas variáveis macroeconômicas, a dúvida em Levy paira não em suas competências e sim na independência e autonomia em implementar medidas necessárias no que tange estabilidade econômica, equilíbrio das contas públicas e metas fiscais. Em uma entrevista o Ministro da Secretaria Geral da Presidência deixa dúvidas sobre a liberdade que Levy terá. Segue palavras de Gilberto Carvalho:

“E é evidente que, ao aceitar ser ministro desse projeto, ele (Levy) está aderindo a esse projeto e à filosofia econômica desse projeto. O nome dele é importante porque pela trajetória dele, ele traz uma credibilidade, ele contribui com o nosso projeto” …. “É a coisa mais natural do mundo que se faça a discussão das medidas sempre a partir da presidenta. Não vamos esquecer disso: o ministro não é o presidente. Um ministro não toma decisões autônomas”, afirmou. “Quem dá a cor do projeto é a presidenta e ela deixou claro na campanha e nos últimos quatro anos qual o nosso projeto, que é a continuidade desse projeto, que é o crescimento com inclusão social, a distribuição de renda”, acrescentou.

Medidas necessárias para ajuste da economia nunca são populares e nem sempre vão de acordo com uma filosofia, vontade ou projeto.

O mesmo acontece quando ficamos doentes: tomamos um remédio para curar a enfermidade e nunca é gostoso. E ainda tem o fato de não existir remédio de custo zero para ser produzido e que não gere efeito colateral.

Quem sabe, assim como fez FHC quando exterminou com o dragão da hiperinflação, a nova equipe econômica consiga criar um plano inovador que atenda aos anseios de Dilma sem prejuízos para o trabalhador e empresariado brasileiro.

Vamos torcer e esperar.

 

Moacir Camargo – Economista Parmetal DTVM

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