O DESCOLAMENTO DO MERCADO EXTERNO de ouro e a sua VALORIZAÇÃO NO MERCADO INTERNO

7 anos atrás
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O DESCOLAMENTO DO MERCADO EXTERNO de ouro e a sua VALORIZAÇÃO NO MERCADO INTERNO

 

Podemos apontar uma discrepância na valorização do ouro internamente comparado com a evolução dos preços do metal externamente.

Marcada pela profunda relação da cotação do ouro com o mercado externo, temos primeiramente a influência das leis econômicas da oferta e demanda impactando na sua cotação, seja a commodity demandada para o uso nos diversos setores da indústria, seja como ativo financeiro. Não esquecendo outros fatores influenciadores na sua cotação, como por exemplo, o desempenho da economia de um país, a exemplo da norte americana (referência monetária de paridade – Oz. x US$), somado ao cenário econômico global.

Após a célebre crise financeira que abalou o mundo em 2.008 denominada “Crise do Subprime” a qual fez despencar bolsas de valores ao redor do mundo todo após anunciada a quebra do Banco Lehman Brothers nos EUA, com a contaminação em cadeia de várias instituições financeiras que tinham títulos e outros instrumentos financeiros atrelados ao financiamento do mercado imobiliário americano, o ouro mostrou a sua força, tendo sua cotação disparada e uma corrida desenfreada pela sua posse, via substituição de ativos patrimoniais dos investidores pelo ouro.

Outro fator evidente é quando internamente, uma economia tendo seus fundamentos abalados como: inflação, dívida interna e/ou externa, despesas públicas maiores que suas receitas, tudo isso acabam provocando uma fuga de capital estrangeiro por conta da eminente desvalorização da moeda desse país e por necessidades de financiamento de déficit via emissão de moeda ou endividamento com respectivo pagamento de juros aos credores, observando sempre o cenário político também.

Outros argumentos que potencializam o atual descolamento são as expectativas dos mercados financeiros ao aumento dos juros pelo Banco Central Americano (FED) por conta da melhoria dos seus indicadores econômicos o que está tornando o US$ forte frente as outras moedas do mundo e não somente frente ao R$. E o fato da queda nos preços internacionais do ouro por conta da significativa redução na demanda, principalmente da Índia e da China.

Por conta desses apontamentos, o ouro segue cursos distintos em termos de valorização interna e externamente e portanto, continua na mira dos investidores que procuram ativos que assegurem rentabilidade e segurança.

 

Moacir Camargo – Economista da PARMETAL DTVM.

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