OS ERROS DO GOVERNO QUE COLOCARAM O OURO NO RADAR DOS GRANDES INVESTIDORES. PARTE 1

7 anos atrás
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OS ERROS DO GOVERNO QUE COLOCARAM O OURO NO RADAR DOS GRANDES INVESTIDORES. PARTE 1
Moacir Camargo – Economista da Parmetal DTVM

São muitos os erros do governo na gestão pública que culminaram em prejuízos de imagem e perda da credibilidade junto aos consumidores, empresários e investidores nacionais/internacionais.
Durante os 06 últimos anos, o governo incursou fortemente em uma política de expansão dos gastos públicos, o que forçosamente obrigou o então ministro da fazenda Guido Mantega a usar de inovação contábil nas contas nacionais para que no fechamento do balaço de 2013, as contas apresentassem uma situação mais confortável. Esse foi o 1º ato em que os investidores passaram a encarar com certa desconfiança a gestão do atual governo.
O 2º ato de desconfiança foi quando o planalto se viu obrigado a alterar a Lei para que não incorresse em crime de responsabilidade fiscal. A Lei de Responsabilidade Fiscal garante que nenhum gestor público gaste mais do que a sua arrecadação. Essa ação produziu mais incertezas do que a dívida por si só conferiu aos analistas de mercado.
O 3º ponto foi o erro de planejamento. O novo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy (especialista em gasto público), submeteu ao Congresso uma política de austeridade fiscal (↑impostos e redução de benefícios sociais), que visava conseguir arrecadar mais para gerar um aporto substancial no caixa do governo e cumprir a promessa de economizar 1,1% do PIB. A princípio o mercado viu com bons olhos a ação do governo para reestabelecer a saúde das contas públicas, mas quando o governo teve que rever suas metas e alterá-la para os atuais 0,15% do PIB, aí o mercado acendeu a luz da desconfiança novamente. O governo justificou a revisão pelo fato da economia estar mais fraca, o que resulta em menor consumo e consequentemente menor arrecadação, não atingindo assim os pretendidos R$ 66,3 bilhões, tendo que se contentar com os palpáveis R$ 8,7 bilhões.
O 4º erro consiste na estratégia do governo federal na esfera política. O planalto anda às avessas com o Congresso e chegou ao ponto em que o presidente da Casa (Eduardo Cunha) vir a público e dizer que não faz mais parte da base de apoio do governo, apesar de fazer parte do mesmo partido político do vice-presidente da república (PMDB). Essa falta de tato e estratégia fez-se instaurar uma crise política, onde as pautas principais colocadas em votação não seguem as vontades do Planalto e quando seguem o resultado da votação diverge. A exemplo, o plano de ajuste do Ministro da Fazenda está sendo “cozinhado em banho maria”. Outro fato importante e de peso é a ótica da sociedade para com as medidas que entende que as medidas trazem para ela todo o ônus gerado por conta da má gestão, somados as perdas por conta da corrupção apresentadas na operação Lava Jato.

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