Ouro entra no radar de pequenos e médios investidores  

6 meses atrás
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Procura na modalidade balcão, onde a cotação é mais alta e não há cobrança de IOF, cresceu 20% nos últimos cinco anos

Analistas projetam variação de 15% a 20% para o ouro em 2019

 

Considerado uma espécie de “bote salva-vidas”, o ouro é uma opção pouco procurada pelos investidores, mas que, segundo analistas financeiros, vem se valorizando nos últimos cinco anos com flutuações semelhantes ao dólar.

A commodity está no grupo dos mercados riscos, regidos pela lei da oferta e da procura. A referência mundial é a bolsa de Mercadorias de Nova York. As cotações são baseada em relação a onça troy, que equivale a 31,104 gramas.

Na terça-feira (5) o ouro 250 gramas (peso mínimo comercializado na bolsa) estava sendo negociado na B3 (Bolsa de Valores) a R$ 153,51 com ajuste. A variação em relação ao dia anterior foi de -0,83%. Em 05 de fevereiro de 2018, a cotação era de R$ 140,69..

De acordo com o gerente de operações de ouro do Banco Paulista, Edson Magalhães, o cenário internacional com as guerras comerciais entre Estados Unidos e China, as dúvidas em relação ao Brexit, e o cenário doméstico com as incertezas sobre a reforma da Previdência devem servir de combustível para a cotação do ano. Ele acredita em uma variação positiva de 15% a 20% em 2019.

“O ouro é um valor de proteção contra crises internas e globais. É um porto seguro. É uma commodity aceita no mundo inteiro e com liquidez imediata”, afirmou Mauriciano Cavalcante, gerente de câmbio da Ourominas.

Ambos indicam o ouro para diversificação da carteira de investimento. Há duas possibilidades de entrar no mercado de ouro. Com a compra em balcão e no mercado de bolsa. O padrão do mercado de bolsa são barras de 250 gramas, o que exige um investimento inicial em torno de R$ 39 mil.

“O valor pode não ser acessível ao pequeno investidor. Mas é possível investir a partir de 1 grama, no balcão. São investimentos que vão de R$ 850 a R$ 8 mil”, explicou Magalhães.

Segundo Cavalcante, a procura de pequenos investidores de balcão cresceu em torno de 20% nos últimos cinco anos. A cotação no balcão é mais alta, mas não há cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

“O ouro é um investimento de médio e longo – um ano ou mais – para trazer um resultado bom de retorno, porém é de liquidez imediata, diferente de um imóvel, por exemplo”, destacou Cavalcante. Ele acredita que a commodity continue com patamar de alta rentabilidade. “Está longe dos países pararem com os conflitos”, disse.

Quem for para o mercado de bolsa, é importante buscar a consultoria de uma corretora para avaliar o melhor tipo de contrato. No mercado, o ouro pode ser negociado em contratos futuros, fundos que têm lastro em ouro ou certificados de operações estruturadas.

O sócio da Bravus Investimentos, o escritório credenciado da XP Investimentos em Londrina, Gabriel Vansolini, lembra que é um investimento de renda variável e sujeitos a oscilações bruscas. “É uma locação defensiva”, afirmou. Na sua avaliação, a commodity não valorizou tanto.

Vansolini lembra que, independentemente, dos produtos que o investidor tenha em carteira, o que fará com que ele tenha patrimônio é a consistência dos investimentos. “Você pode ir aportando dinheiro e ter uma carteira com investimentos mais líquidos e com rendimento, com ações, mas com consistência”, afirmou.

Aline Machado Parodi Reportagem Local

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