O OURO NO BRASIL E A CHINA: QUAL É A RELAÇÃO?

6 anos atrás
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O OURO NO BRASIL E A CHINA:

QUAL É A RELAÇÃO?

A China apesar de ainda viver um crescimento econômico diferenciado comparado com o resto mundo, todos à querem saber se a taxa de evolução do PIB se confirmará em 7,5% conforme meta do seu governo.

Hoje a China é o maior parceiro comercial do Brasil, passando a consumir 5% das nossas exportações em 2003 para 20% em 2013, evidenciando assim uma dependência comercial nossa para com eles.

A queda nos preços das commodities soja e ferro, os carros chefes das nossas exportações para à China, prejudicou altamente nosso saldo na balança comercial, implicando em uma situação onde o saldo comercial para com a China, frequentemente superavitária, passou para deficitária em R$ 1,391 bilhões até setembro/2014. Só para se ter uma ideia da representatividade na queda dos preços das commodities, o ferro teve sua cotação reduzida de USD 135,00/ton. em jan./2014 para USD 85,00/ton. em out./2014, fruto do aumento da oferta internacional e do desaquecimento dos investimentos na construção civil chinesa.

Além disso, existem as preocupações das grandes economias mundiais de que os ciclos de alto crescimento prolongados do PIB chinês não sejam sustentáveis no médio e longo prazo. E as razões para isso parecem óbvias: 1o) Crescimento do crédito passou de 150% do PIB em 2008 para 250% até meados de 2014 que objetiva manter os atuais níveis de produção e emprego; 2o) Falta de disciplina no setor financeiro; 3o) Qualidade dos créditos, podendo gerar calote e consequentemente recessão; 4o) As implicações de uma desaceleração chinesa ao crescimento mundial no curto e médio prazo; 5o) Estagnação da zona do euro; 6o) A preocupação teórica onde todo crescimento, via expansão prolongada do crédito, resultam em desperdícios de investimentos, calote e recessão.

Evidenciei a forte relação do Brasil para com a China, mas falta explicar onde o ouro entra nisso. Seguimos o raciocínio então: No cenário econômico atual, a dependência das exportações de commodities à China e a sua queda nos preços e volume, seguindo essa tendência, ocorrerá uma piora no desequilíbrio das contas externas brasileiras o que agrava a crise já existente, vistos os números das nossas atuais variáveis macroeconômicas e situação do câmbio, ainda mais pressionado pelo anuncio do FED da possível elevação dos juros americanos em 2015.

Vistos tantas certezas e incertezas, afirmo sem sombra de dúvidas, que o ano de 2015 será duríssimo para o povo brasileiro e o ouro pode vir a brilhar ainda mais em 2015.

Análise de cenário: Moacir Camargo – Economista Parmetal DTVM Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC)

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