Partido da Romênia prepara lei para repatriar as reservas de ouro do Banco Central

7 meses atrás
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Reservas da Roménia

BUCARESTE (Reuters) – Liviu Dragnea, líder do Partido Social Democrata, da Romênia, e o senador Serban Nicolae elaboraram um projeto de lei que exigiria que o banco central repatríe suas reservas de ouro mantidas no exterior.

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“O Banco Nacional da Romênia pode depositar ouro da reserva estabelecida no exterior exclusivamente com a finalidade de obter renda através de negociações e outras operações específicas. O ouro depositado pelo Banco Nacional da Romênia no exterior não pode exceder 5% da reserva total de ouro”. diz o projeto de lei publicado no site do Senado romeno na noite de quarta-feira.

 

De acordo com a exposição de motivos que acompanha o projeto, nada na atual situação econômica da Romênia justifica a manutenção de tal quantidade de ouro como reserva no exterior, com todos os custos relacionados, desde que esta reserva possa ser adequadamente mantida e complementada em depósitos domésticos.

 

Quando perguntado pela emissora de TV local Digi 24 se o governo planeja usar a reserva para cobrir déficits orçamentários, como a Itália está considerando, o senador Nicolae negou que essa é a idéia, dizendo que a lei só visa recuperar o ouro e mantê-lo em Roménia.

 

As reservas de ouro detidas pelo BNR, banco central da Romênia, totalizaram 103,7 toneladas e valiam 3,84 bilhões de euros (US $ 4,37 bilhões) a preços internacionais correntes no final de janeiro, segundo os últimos dados disponíveis.

 

De acordo com relatos da mídia local, cerca de 61 toneladas de reservas de ouro do BNR estão sendo mantidas no Banco da Inglaterra. Roménia precisaria da aprovação do Banco Central Europeu (BCE) para repatriar o ouro, Florin Citu, membro do parlamento da oposição Partido Nacional Liberal disse em uma entrevista com a estação de TV local Realitatea.

 

No início deste mês, o BCE advertiu o ministro das Finanças da Romênia, Eugen Teodorovici, sobre o possível impacto negativo da introdução de um imposto sobre ativos bancários, ressaltando que o ministério deveria tê-lo consultado antes de aprovar o imposto.

 

O governo aprovou em dezembro um decreto de emergência que introduz o chamado ‘imposto de ganância’ sobre os ativos dos bancos. O imposto deve ser correlacionado com os valores da taxa interbancária do Banco Interbancário (ROBOR) a 3 e a 6 meses.

 

($ = 0,8773 euros)

 

 

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