Valorização acumulada do ouro em 1 ano atinge 56,2%.

3 meses atrás
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O início de uma retomada econômica e a possibilidade de controlar a pandemia da Covid-19 com a vacinação são fatores que estão contribuindo para a estabilização dos preços do ouro, ainda que em níveis altos. O metal precioso é considerado um ativo de proteção em períodos de crise econômica, quando o risco de outros tipos de investimentos aumenta.

Com as crises sanitária e econômica, a cotação do ouro disparou em 2020. Se em dezembro de 2019 o grama estava avaliado em R$ 195, em dezembro de 2020 o mesmo volume está em torno de R$ 306, o que representa uma valorização de 56,2% em um ano.

Ao longo do ano, a cotação do metal precioso variou bastante, com o grama chegando a ser vendido próximo de R$ 370 em agosto. Com o avanço das pesquisas em relação a uma vacina contra a Covid-19 e também pelo início de uma recuperação econômica, o preço tem ficado próximo a R$ 305 por grama.

O analista de investimentos da Mirae Asset Wealth, Pedro Galdi, explica que a valorização do preço do ouro tem relação direta com cenários de crises, seja guerra, pandemias ou crise econômica.

No atual cenário, de crise econômica e sanitária, muitos investidores buscaram pelo metal precioso para proteger o patrimônio. Com a alta demanda, os preços no mundo todo valorizaram significativamente.
Agora, com vários países já aprovando uma vacina contra a Covid-19 e iniciando a vacinação, a tendência é que outros investimentos voltem a apresentar menor risco, atraindo novamente investidores. Esse seria o caso da Bolsa, que vem operando em alta nas últimas semanas.

“Vários países estão se movimentando para iniciar a vacinação contra a Covid-19. Rússia já começou a vacinar e países da Europa devem, na próxima semana, aprovar a vacina e iniciar o processo de imunização. Isso tem feito com que os investidores quem mais otimistas e a Bolsa vem reagindo de forma positiva”, explicou Galdi.

Perspectiva – Com a reação positiva nas bolsas e a perspectiva de controle da pandemia com vacinação, a projeção para o ouro seria entre uma estabilização dos preços e até mesmo redução dos mesmos.

“Em cenário de normalização, o ouro tende a devolver ganhos gerados no ciclo anterior. Estamos voltando ao normal aos poucos. Com a vacinação em massa, o mundo vai voltar ao normal e as economias voltam a crescer. Na minha visão, a tendência é bolsa em alta, juro baixo, dólar e ouro em queda”, avaliou Galdi.
Para o economista e professor de Economia e Finanças da UNA, Cleyton Izidoro, a tendência é de que os preços do ouro se estabilizem em patamares elevados, como os vistos hoje. Uma queda significativa na cotação do metal precioso só irá acontecer quando o processo de recuperação econômica estiver avançado.

“A retomada econômica será gradual e deve levar de dois a três anos, por isso, acredito que o preço do ouro vai se estabilizar, mas vai se manter em patamares elevados. A cotação pode ter novas altas, mas não tão significativas como a observada em 2020″.

Segundo Izidoro, a retomada econômica é o principal fator que vai balizar o preço do ouro. A vacinação contra a Covid-19 vai ajudar nesse processo de crescimento. “Mesmo com a vacina, será necessário um período maior para que a economia volte ao mesmo patamar do final de 2019 e início de 2020, quando as expectativas eram de um ano bem melhor. Tínhamos a possibilidade de bater as metas de empregos e de crescimento, mas veio a pandemia e mudou tudo. Agora, tivemos um crescimento de PIB no terceiro trimestre, o que já é um indício de retomada da economia, mas ainda não foi possível recuperar tudo. Vamos crescer, mas nem tanto ao ponto das pessoas tirarem os investimentos em ouro para aportar em outras opções, como o mercado financeiro”, argumentou o especialista.

FONTE: Diário do Comércio

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